
Viçosa passa a contar com um novo modelo de cálculo do IPTU, mais moderno, justo e alinhado com a realidade atual da cidade. A atualização foi construída com base em um amplo trabalho técnico de georreferenciamento e revisão cadastral, que permitiu identificar imóveis que não estavam no cadastro municipal, construções maiores do que as registradas e mais unidades edificadas por lote do que constava oficialmente.
Na prática, isso significa que o IPTU deixa de ser calculado com informações desatualizadas e passa a refletir com mais precisão a realidade de cada imóvel. Com a mudança, cerca de 8 mil imóveis terão redução no valor do imposto, reforçando o objetivo de tornar a cobrança mais justa e proporcional.
O que muda no cálculo do IPTU
Com o novo modelo, o imposto passa a considerar critérios técnicos mais completos, como:
a localização do imóvel (zona fiscal);
o valor do metro quadrado do terreno;
a área construída real;
o padrão e a tipologia da construção;
fatores como conservação e características do terreno.
A Planta Genérica de Valores (PGV) também foi atualizada para corrigir distorções acumuladas ao longo dos anos, adequando os valores venais ao cenário urbano e econômico atual do município.
Atualização do valor venal
Um dos pontos centrais do novo IPTU é a atualização do valor venal dos imóveis — ou seja, o valor de referência usado para calcular o imposto.
Com isso, imóveis que estavam com valores muito abaixo da realidade passam a ser avaliados de forma mais justa, enquanto imóveis que já estavam compatíveis com o mercado tendem a manter maior equilíbrio.
Alíquotas menores
Além da atualização do cadastro e do valor venal, o novo modelo traz outro avanço importante: as alíquotas do IPTU foram reduzidas. Ou seja, mesmo com a atualização da base de cálculo, Viçosa passa a aplicar percentuais menores no cálculo do imposto.
Para imóveis edificados, a alíquota passou de 0,30% para 0,20%.
No caso de terrenos sem edificação com muro e passeio, a alíquota foi reduzida de 0,55% para 0,30%.
Já os terrenos sem edificação e sem muro ou passeio tiveram a alíquota reduzida de 0,90% para 0,40%.
Para terrenos sem edificação, sem muro e sem passeio, a alíquota caiu de 1,20% para 0,40%.
Por que isso torna a cobrança mais justa
O georreferenciamento identificou que o cadastro não refletia a realidade da cidade. Viçosa tinha 47.798 inscrições municipais, mas o levantamento identificou 52.475 unidades imobiliárias.
Além disso, a área construída registrada aumentou de 4.168.707 m² para 6.725.678 m², evidenciando o crescimento da cidade e a necessidade de atualização.
Com isso, o novo IPTU corrige desigualdades: imóveis que estavam subavaliados deixam de pagar menos do que deveriam, enquanto imóveis que já estavam corretos no cadastro passam a ter uma cobrança mais equilibrada, como é o caso de 8 mil imóveis que passam a ter redução no valor.
Justiça tributária e transparência
A proposta do novo IPTU é simples: quem tem mais patrimônio contribui proporcionalmente mais, e quem tem menos não é penalizado por distorções do sistema.
A atualização não é um aumento automático e generalizado, mas uma reorganização necessária para garantir justiça tributária, transparência e equilíbrio na arrecadação.
O novo modelo também permite que o contribuinte solicite revisão cadastral, caso identifique divergências nas informações do imóvel.
Com um sistema mais justo, atualizado e com alíquotas menores, Viçosa dá um passo importante para fortalecer a arrecadação de forma equilibrada e garantir melhores condições de planejamento e investimento em serviços públicos para toda a população.





