Relato sobre morte de paciente motiva novos questionamentos sobre atendimento hospitalar

Durante a 25ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal, Giusseppe Gianini Cardoso Coelho fez uso da Tribuna Livre para pronunciar um forte desabafo e fazer cobranças públicas em nome de sua família sobre a assistência prestada pelo Complexo Hospitalar de Viçosa. A manifestação ocorreu após o falecimento de seu tio, José Bhering Cardoso Filho, conhecido como “Ferrugem”, decorrente de complicações após um acidente de motocicleta no início de julho.

Em seu pronunciamento, Giusseppe relatou a sequência de atendimentos recebida por seu familiar, apontando sucessivas falhas no diagnóstico e no acompanhamento do quadro de hemorragia interna provocada por fraturas na pelve, além de criticar a postura institucional do hospital nas redes sociais. "Falo a vocês não apenas pela minha família, mas por muitos que também tiveram seus entes negligenciados pelo Complexo Hospitalar de Viçosa e foram enlutadas, não pela hora que a providência divina determinou, mas pela sinistra e constrangedora urgência que tem testemunhado se converter em normalidade neste complexo hospitalar", afirmou.

O orador ressaltou que a mobilização no plenário e nas redes não busca promover rivalidades, mas sim exigir transparência, responsabilidade administrativa e esclarecimentos reais sobre a gestão da saúde na cidade. Afirmou ainda que "a vida não se protege com notas públicas, mas com consciência, coragem e dever. Cada paciente que sai deste hospital negligenciado é um testemunho vivo da falência de uma administração que preferiu preservar o próprio poder a cumprir sua obrigação mais sagrada, a de proteger a vida". Ao finalizar a sua participação, deixou uma súplica à comunidade e aos parlamentares para que não permitam que o próximo a perder a vida por negligência “seja um familiar seu”.

Após a participação na Tribuna, a manifestação recebeu expressivo apoio dos parlamentares presentes no plenário. O presidente da Casa, vereador Robson Souza (PSD), prestou solidariedade à família e ressaltou que a Câmara vem cobrando melhorias recorrentes, frisando a necessidade de respostas da gestão hospitalar sem desmerecer o trabalho dos servidores da ponta. O vereador Marcão do Paraíso (PRD) recordou que já havia levado o tema à Tribuna e reforçou a necessidade de união por mudanças. Já a vereadora Jamille Gomes (PT) colocou seu mandato à disposição da família, destacando a importância do acesso ao prontuário médico para eventuais acionamentos ao Ministério Público. A vereadora Maria Prisca (PT) também prestou solidariedade e relatou a apreensão do próprio povo viçosense diante do atual cenário da saúde. Por sua vez, o presidente da Comissão de Saúde, vereador Sérgio Marota (PP), parabenizou a coragem do discurso, comprometeu-se a apurar os atendimentos prestados e cobrou a responsabilização dos envolvidos. Finalizando as manifestações, o vereador Professor Idelmino (PCdoB) colocou a Comissão de Saúde e seu mandato à disposição para acompanhar o caso de perto e formalizar as cobranças junto ao Ministério Público e à Curadoria da Saúde do município.

Assessoria de Comunicação
Foto: Divulgação/Câmara de Viçosa

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