A 32ª edição da Mostra Diversidade em Dança promete contagiar e emocionar o público ao reunir em seu palco alguns dos mais expressivos grupos e talentos da dança mineira. Além dos bailarinos viçosenses, artistas de outras cinco diferentes cidades do estado estarão no evento que celebra os 45 anos de atuação do Núcleo de Arte e Dança.
Nas quatro sessões, que acontecerão de 19 a 21 de junho, no Espaço Fernando Sabino - UFV, a tradição encontra a inovação, a experiência e a juventude se unem provando que a dança tem um futuro promissor sendo construído em Minas Gerais. Em breve, o público interessado em participar desse grande encontro, conhecer diferentes trajetórias e linguagens da dança e valorizar a arte e dança mineira, poderá retirar seu ingresso gratuito para as apresentações na Sede do Núcleo de Arte e Dança.
Os convidados de Belo Horizonte, Paraopeba, Ubá, Juiz de Fora, Barbacena, Ouro Preto e Viçosa trazem trajetórias marcadas pela excelência artística, formação de bailarinos e produções que dialogam com temas contemporâneos e sociais.
Entre os destaques está o Grupo Jovem Arte e Passo (GJAP), de Belo Horizonte. Criado em 2015 com o objetivo de incentivar a formação profissional de jovens bailarinos, o grupo se consolidou como importante celeiro de talentos da dança brasileira. Ao longo de sua trajetória, diversos integrantes conquistaram espaço em companhias de renome nacional e internacional, como Grupo Corpo, Companhia Deborah Colker e Lamondance Company, no Canadá.
Na Mostra, o GJAP apresentará diversos solos e trecho da coreografia Ruído Tropical, criação de Maxmiler Junio. A obra propõe uma reflexão sobre as múltiplas camadas que compõem a identidade brasileira, abordando questões sociais, históricas e culturais por meio do movimento. Em cena, os corpos revelam memórias, afetos, desigualdades e resistências, construindo um retrato sensível de um país marcado por contrastes e transformações constantes.
Outra presença aguardada é a da Cia. Jovem de Paraopeba, que celebra duas décadas de história em 2025. Reconhecida nacionalmente e tetracampeã do maior festival de dança do mundo, a companhia tem papel fundamental na formação e inserção profissional de jovens artistas. Sob direção do renomado coreógrafo Alan Keller, o grupo já levou seu trabalho para diversas cidades brasileiras e também para o exterior.
O espetáculo apresentado será CAÔCA. O título faz referência a uma expressão utilizada no sistema prisional que significa “dê atenção”. Com forte carga poética e política, a montagem aborda a importância da escuta, da empatia e da mobilização coletiva em busca de um mundo mais justo.
Aos 11 anos de idade, o multi premiado bailarino clássico, Eduardo Milward Batitucci, estará na programação representando a tradicional Corpus Núcleo de Dança, de Juiz de Fora. Com quase cinco décadas de atuação ininterrupta, a escola é referência no ensino da dança em Minas Gerais. Credenciada pela Royal Academy of Dance, a instituição coleciona premiações. Raphaela Milward, mãe e professora, conta que acompanhar o desenvolvimento do filho na dança é “uma mistura de surpresa e muita alegria porque o desejo de se dedicar surgiu dele”. Será a primeira vez do pequeno artista na Mostra. A presença é celebrada! “Ele tem muita dedicação e disciplina e estamos animados para conhecer o evento e contribuir para a sua beleza”.
Também integra a programação a Grand Plié Estúdio de Artes & Bem-Estar, de Ubá. Sob direção de Samara Guimarães Gasparoni, a escola trará diversas modalidades artísticas ao palco da Mostra, participando do evento pela segunda vez consecutiva. De Barbacena, o ARP - Centro de Arte & Dança, dirigido por Amanda Pinheiro, traz à Viçosa talentos e coreografias premiadas e selecionadas para o tradicional Festival de Joinville .
Os representantes de Viçosa estarão na Mostra reafirmando a potência do município para a dança em suas diversas manifestações serão representados pela Êxtase Cia de Danças Clássicas, alunos do Nùcleo além do Grupo Impacto, que celebra 17 anos de atuação profissional em 2026, apresentará os espetáculos autorais Baobás e In Confidência. Lidiane Jacinto, apresentará o trabalho inédito, Travessia do Silêncio. Já representando o Curso de Dança da UFV se apresentarão o grupo Soul Funk, com a coreografia Fluxo 17 e Ally com solo de Kpop.
Crianças e jovens das turmas do Centro Experimental de Artes da PMV e do projeto Passos para um Futuro também fazem parte da programação. A presença das turmas reforça a relevância e a qualidade das iniciativas socioculturais de Viçosa para difundir a arte da dança e formar cidadãos.
A Mostra Diversidade em Dança é realizada por meio da Lei Rouanet. A iniciativa conta com patrocínio de Cori-MG e apoio cultural da Unimed Viçosa, Prefeitura de Viçosa e Jornal Folha da Mata. A promoção é da PEC - DIC - DAC - UFV. A realização é do Núcleo de Arte e Dança, Núcleo de Produções Culturais, Instituto ASAS e Ministério da Cultura - Governo do Brasil Do Lado do Povo Brasileiro.





